A magistral canção da dor funérea sinfoniza neste peito vazio e sem vida as notas da triste despedida, e que em minhas lágrimas se despida a infinda dor da vida que trago enclausurada em todas as moléculas do meu corpo. Sorrio. Sorrio pois eis que trago fim a esta chaga medonha que tanto manchou minha vida com peçonhas mais peçonhentas que todos os venenos de todas as serpentes. Renego-te dor infinda, renego-te vida medonha, pois eis que me sepulto nesta tarde de outubro, entre as árvores e ao som vento, retornarei ao fecundo ventre da inexistência e serei confundido à morte na potencialidade de seu mistério.
Ruge a lâmina fria no pescoço, brilhando ao sol poente como a luz da esperança, misturada ao sangue quente como simbolismo da vingança à dor que tanto me devorou em vida. O líquido rubro se mistura a terra, as vestes se encharcam suavemente, aquilo que chamam de sangue para mim é o simbolismo do sofrimento me deixando, enquanto a liberdade vem estampando aos poucos a paz que dorme os mortos.
E no último suspiro, imerso na imaterialidade da escuridão, ouço o cantar dos pássaros, sinto ainda a brisa suave do vento, a terra úmida pelo sangue se faz una comigo ao fim de minha existência, e se vai o último suspiro num grito de alegria junto aos sons da natureza.
Ruge a lâmina fria no pescoço, brilhando ao sol poente como a luz da esperança, misturada ao sangue quente como simbolismo da vingança à dor que tanto me devorou em vida. O líquido rubro se mistura a terra, as vestes se encharcam suavemente, aquilo que chamam de sangue para mim é o simbolismo do sofrimento me deixando, enquanto a liberdade vem estampando aos poucos a paz que dorme os mortos.
E no último suspiro, imerso na imaterialidade da escuridão, ouço o cantar dos pássaros, sinto ainda a brisa suave do vento, a terra úmida pelo sangue se faz una comigo ao fim de minha existência, e se vai o último suspiro num grito de alegria junto aos sons da natureza.