Quis compreender, quebrando estéreis normas, a vida fenomênica das formas, que, iguais a fogos passageiros luzem... E apenas encontrei na ideia gasta, o horror dessa mecânica nefasta, a que todas as coisas se reduzem!
sábado, 5 de outubro de 2013
Sôfrego, ávido, tento formular a síntese de meu ser, e nas crípticas absconsas das ideias que me arquitetam, só encontro nas bases de minha estrutura interior uma insistente vontade de não ser, de possuir o que não existe, de viver o que não vivi, ser o outro que havia de ser. Morrendo de saudades do que nunca foi, eu sou aquele que vive na inexistência das coisas; Aquele que suspira com volúpia ao imaginar o mundo sem sua consciência para adorná-lo com falácias que só existem eu meu próprio ser; Sou a mentira de mim mesmo. Não sou quem sou, gostaria de ser quem não sou, pois sei que sou alguma coisa, talvez minha essência seja ser outro, e no ser outro eu encontro a mim mesmo; e no fundo desta bagunça incógnita que trago em meu ser, sinto a vontade de viver se manifestar no desejo de deixar de viver. Sou a contradição de mim mesmo...
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