quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Podridão da Alma

A escuridão fria e silenciosa lamuriando em seus ouvidos o silêncio que rompe a represa lúgubre dos teus pensamentos. A esclerótica dos olhos se envermelham, o sono cavalga para longe de ti, e as vozes na sua cabeça quebram o silêncio manifesto pela noite. Demônios com vozes sardônicas, ludibrias, orquestram cânticos melancólicos em sua consciência, afogando tua alma no oceano pútrido de si mesmo. Sua mente se tornou morada das larvas que comem esfomeadamente a carne imaterial de sua alma, deixando o rastro fétido de sangue na essência morta de teu ser. A putrescência de sua alma exala o odor da decomposição da vida, o augúrio anuncia a pestilência que infecta cada canto de seu ser, vazando pelos olhos em forma de lágrimas cristalinas. O sono lhe estende as mãos, e a consciência pútrida mergulha suavemente nos pesadelos de teus sonhos. A realidade morta de sua vida reflete no mundo onírico a desesperança amarga de seu destino. A inexistência se torna um sonho distante, o sono profundo se torna raso, a vida se torna a podridão da alma e a morte seu estado eterno de espírito...

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