quinta-feira, 25 de julho de 2013

Mais uma vez a necessidade de escrever o que estou sentindo pulsa em minhas veias. Outro texto melancólico, cheio de tristeza, que escrevo neste blog (isto está virando uma espécie de diário). Posso escrever em outros lugares, mas é somente aqui que gosto de relê-los; o cemitério dos meus pensamentos…
Estou me esforçando, tentando sair da fossa que entrei, mas a cada escalada, as beiradas se despedaçam e caio novamente, voltando à companhia dos vermes que insistem em penetrar minha pele. O sentimento de realmente não haver esperança está tomando meu ser por completo. A empatia pelas pessoas está começando a se ofuscar pela penumbra dos meus pensamentos. Meus sonhos, coisa que sempre gostei, estão começando a me matar, me fazendo chorar todas as manhã depois de acordar, criando realidades tão terríveis quanto a que estou vivendo agora… Preciso de um emprego, estou procurando, sem ânimo, temeroso pelo que me espera caso eu não consiga me manter no serviço… as coisas só vão piorar.
Caminhando pelo bairro eu pude sentir como nada mais está me importando, nem mesmo o canto dos pássaros, a brisa do vento que tanto apreciei está me fazendo querer continuar vivendo. Qual a diferença entre morrer e viver deste jeito? Que diferença faz morrer literalmente ou estar morto em vida? A morte é a paz de todas as criaturas, não devíamos renegá-la, pois ela nos liberta do cansaço da vida, ser nenhum aguentaria a vida pela infinidade. Ela existe como a única certeza que temos na vida, e podemos escolhê-la caso as feridas da vida estejam insuportáveis. Mas não vivemos sozinhos, fazemos parte de um grupo de pessoas que são afetadas pelas nossas escolhas, e que sofrerão muito com a nossa perda. Um dia morreremos, posso morrer amanhã mesmo, e todos sofrerão do mesmo jeito. A morte é inevitável, então por que tenho de suportar a vida pelas pessoas sendo que um dia elas chorarão em meu caixão independente da minha escolha nesta vida?
Será que no fundo de vossos corações eles estão pensando na dor que sentimos, ou somente na dor que sentirão depois da nossa perda? É egoísmo pensar em si próprio, mas ambos os lados são egoístas de certa forma. Se vivêssemos por mil anos eu teria que suportar a vida por todo esse tempo pelas pessoas, somente para que elas não sofram com a saudade?
Infelizmente ainda penso nas pessoas…
Enfim, não sei mais em que pensar, nunca estive tão mal em minha vida, quero gritar, sumir, desaparecer de algum jeito. 

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