quinta-feira, 25 de julho de 2013

Das sombras recônditas da substância primordial,
E dos fluídicos plasmáticos do espaço sideral,
Fomos paridos pelo útero desconhecido do não-ser.
Fetos prematuros em evolução,
Ligados pelo fio vital da unidade cósmica em expansão
E na frágil e mutável matéria orgânica biológica.

Evoluiu a consciência questionadora,
Na seleção natural das espécies sofredoras,
Anunciando ao cosmo, através da dialética filosófica,
A existência objetiva das formas fenomênicas.
E da escuridão do cósmico segredo,
O universo trilhou rumo ao encontro de si mesmo.

A grande evolução cosmológica 
Que nos une na simbiose congênita melancólica
Criou nós humanos que, como gotas, caímos neste oceano existencial 
Formando a sopa funérea do caos 
Destruindo os organismo que habitam a biosfera
Fomos confundidos às pústulas que infectam sua própria morada

Ah! Sonho com o dia em que desceremos de nosso trono de mentira
E nos juntarmos igualmente a todos os demais organismos da vida,
Para sermos uma única consciência evolutiva
E como espelhos do próprio universo
Observaremos a nós mesmo panteísticamente
Rumo ao encontro universal de nós mesmos...


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