quinta-feira, 25 de julho de 2013

Desejo de Expirar-me

Macilento pântano das ideias gastas,
Movem-se invisíveis pelo encéfalo, donte,
Pelas linhas do pensamentos da matéria nefasta,
Para dar forma a minha realidade dolente.

Mergulhado na melancolia poética
Em que todos os espíritos filosóficos se afogam
Na realidade nefanda das angustias da reflexão,
Nódoas tatuam nos olhos o brilho da profunda solidão

Nos recônditos infinitos de meu ser,
Esconde-se a verdade de todas as substâncias,
Em cada molécula de minha matéria finita,
Sou o panteísmo que se funde a todas as coisas viventes.

Ah! Profundo desejo de expirar-me,
Desvanecer-me da mesquinhez que se preocupam os vivos,
E voltar ao infinito reino dos que já foram,
Para dormir no berço dos que ainda virão!

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