quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sonhos de Outrora

Nos sonhos de outrora despertamos a melancolia onírica com beijos nas lembranças nostálgicas que dormem no passado morto sob o véu da morte. Mundos se afloram sob moléculas do corpo, revivendo a ilusão nobre de realidades que há muito se dissiparam por entre as linhas do tempo. Minha realidade se tornou uma quimera incognoscível que liquefaz o encéfalo, deixando-me à companhia latente da enxaqueca. Sensações desconhecidas pulsam pelos labirintos de meus nervos cerebrais, ostentando na refulgência de meu olhos o sinônimo de uma criança perdia e temerosa. Acorrentado pela pusilanimidade de meu ser, apenas empreito a vida nas garras do incisivo desejo de desaparecer.
Ah! Sonho com o dia em que o mundo seguirá seu rumo sem minha percepção deficiente para adorná-lo com falácias e escárnios que só existem dentro de mim. Tornei-me em trevas quando meus olhos  viram a inocência se perder pelos horizontes escuros e profundos de meu ser. Neste pélago lamacento de mim mesmo, tento tento fitar a luz que brilha no fim do túnel, mas não consigo, e meus olhos passam a dor mais que na escuridão em que passo todos os meus dias...
Sinto no meio peito ânsias profundas que diluem a vontade de vida, mergulhando-me no pântano pútrido de mim mesmo, acompanhado dos vermes que comem a essência pura do que ainda resta da criança nobre que um dia fui. Não dói-me pensar na morte misteriosa; dói-me profundamente ver os pássaros cantarem e não conseguir apreciá-los; dói-me ver as paisagens preenchidas de preto e branco; dói-me estar morto para a vida e saber que além dos arames farpados de minha realidade, o mundo trilha lindamente...
Longe das sombras aurorais das manhãs calorentas, escondido por trás do sorriso mentiro que ostento, fico à minha própria sorte, preso no labirinto de mim mesmo, nas noites aterradoras de meus pesadelos.

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